Planos de saúde passam a cobrir tratamento a laser para cálculo biliar

A Diretoria Colegiada da ANS aprovou, em 2/10, a inclusão da colangioscopia com litotripsia a laser ou eletro-hidráulica no Rol de procedimentos obrigatórios. A técnica fragmenta e remove cálculos biliares complexos, as chamadas “pedras na vesícula”, inclusive os grandes ou de difícil acesso pelo método convencional.

A cobertura vale a partir de 3/11 e se aplica a pacientes que tiveram falha no tratamento por CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica).

A tecnologia foi submetida diretamente à ANS e passou por duas reuniões técnicas da Cosaúde (julho e setembro), além de consulta pública e audiência pública, ambas realizadas em agosto.

Impacto para as operadoras:

  • Prazo de adequação: cerca de três semanas, de 07/10 a 3/11, para ajustar rede credenciada, fluxos de autorização e sistemas de regulação.
  • Sinistralidade: novo procedimento de alto custo tende a pressionar a sinistralidade. O efeito deve ser contido, pois a cobertura se ree a pacientes com falha prévia de CPRE.
  • Rede e contratação: será preciso garantir prestadores com equipamento e equipe habilitados, o que pode exigir novas negociações e acordos de preço.
  • Gestão de acesso: a indicação clínica restrita exige protocolos claros para evitar negativas indevidas e judicialização.

Por que importa: amplia o acesso a um tratamento de ponta para casos que antes ficavam sem alternativa coberta, e exige das operadoras preparo operacional e financeiro antes de novembro.


Data da notícia: 07/10/2026

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