A ANS realizará, nos dias 20 e 21 de outubro de 2026, a 56ª Reunião Técnica da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).
A programação contempla seis tecnologias destinadas ao tratamento ou ao apoio à decisão terapêutica em diferentes tipos de câncer e na insuficiência cardíaca. Quatro propostas terão as contribuições recebidas na etapa de participação social analisadas, enquanto duas serão objeto de discussão preliminar.
20 de outubro:
Ivosidenibe: tratamento de colangiocarcinoma avançado ou metastático com mutação específica no gene IDH1.
Implante de dispositivo para modulação da contratilidade cardíaca: tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca crônica sintomática, conforme critérios clínicos definidos na proposta.
Painel de sequenciamento de nova geração (NGS): identificação de alterações genéticas para orientar o tratamento de câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático.
Cloridrato de tepotinibe: tratamento de primeira linha de câncer de pulmão de não pequenas células avançado com alteração específica no gene MET.
21 de outubro:
Lenvatinibe em combinação com pembrolizumabe: tratamento de primeira linha de carcinoma de células claras de rim avançado ou metastático.
Teste de 21 genes para perfil de expressão genômica de tumor de mama: apoio à decisão terapêutica em pacientes com câncer de mama em estágio inicial, conforme critérios clínicos e moleculares previstos na proposta.
As reuniões ocorrerão pela plataforma Microsoft Teams, com participação restrita aos membros da Comissão. Os demais interessados poderão acompanhar a transmissão ao vivo pelo canal oficial da ANS no YouTube.
A reunião integra o processo de avaliação de propostas que podem resultar em futuras alterações do Rol de cobertura obrigatória. A discussão das tecnologias não significa, por si só, aprovação ou incorporação ao Rol.
Recomenda-se acompanhar as deliberações da Cosaúde e os desdobramentos regulatórios, especialmente quanto às tecnologias oncológicas e ao dispositivo para tratamento da insuficiência cardíaca, considerando seus possíveis reflexos futuros na cobertura assistencial, nos custos e na organização da rede prestadora.
Acompanhar os resultados da reunião e as etapas posteriores de avaliação e decisão da ANS. Eventuais obrigações de cobertura dependerão da efetiva incorporação das tecnologias e das condições estabelecidas pela Agência.
Data da notícia:
14/10/2026