A ANS realiza, em 16/10, a Audiência Pública 70 para debater a incorporação de duas tecnologias ao Rol de coberturas obrigatórias:
Somatrogona: para crianças a partir de 3 anos e adolescentes com deficiência do hormônio do crescimento (DGH).
Levomalato de cabozantinibe: para adultos com tumores neuroendócrinos bem diferenciados, irressecáveis, localmente avançados ou metastáticos, já tratados com duas ou mais terapias.
Ambas tiveram recomendação preliminar de não inclusão na Cosaúde. A audiência foi aprovada pela Diretoria Colegiada em 2/10. Paralelamente, a Consulta Pública 178 recebe contribuições até 26/10.
O evento será remoto (Teams), com transmissão no YouTube, das 9h30 às 12h30. Inscrições para participar vão até as 17h de 15/10. A gravação ficará disponível no site da ANS.
Impacto para as operadoras:
Janela de influência: audiência e consulta pública são a oportunidade para as operadoras e suas entidades apresentarem dados de custo, impacto orçamentário e evidências clínicas antes da decisão final.
Risco financeiro: a inclusão de terapias de alto custo, especialmente oncológica e de uso contínuo, pode pressionar a sinistralidade, caso a recomendação preliminar seja revertida.
Previsibilidade: mesmo com parecer inicial contrário, a possibilidade de reversão recomenda monitorar o tema e simular cenários atuariais.
Judicialização: a não incorporação não elimina demandas judiciais por esses tratamentos, o que mantém o risco de custos fora do Rol.
Por que importa: a decisão pode ampliar a cobertura obrigatória de terapias de alto custo, e as operadoras têm até 26/10 para contribuir com o processo.